Respeito Gay

Bem Vindos


Olá quero usar esse espaço para tratar de algo importante que é a causa Gay e o respeito que é algo que ainda hoje é mal visto pela sociedade. Apesar que muitas coisas vem melhorado e a aceitação da sociedade aos poucos vem aumentando.Nesse espaço quero expor minhas opiniões e gostaria de ouvir as opiniões das pessoas que acessarem o blog sobre temas que tratem da causa gay e sobre noticias e assuntos da atualidade que girem entorno do mundo LGBTTS.Quero deixar claro que esse blog não contém material pornô, pois o objetivo é tratar de maneira séria e não com sacanagem, pois quero mostrar que gay não é apenas "bicha loca" mas sim que somos GENTE, e exigimos respeito!!!!Peço que as pessoas que acessarem deixem um comentário ou uma sugestão para a próxima postagem e caso haja dúvidas podem deixar suas duvidas a respeito de sexo ou se quiserem algum conselho sobre sua vida sentimental ou sobre sua relação familiar, pois acredito que muitos sofrem problemas familiares e não tem com quem conversar e quero fazer desse espaço um lugar onde muitos gays possam tirar suas dúvidas e encontrar um apoio de um amigo e conselheiro.Bem espero que gostem do espaço e mais uma vez BEM VINDOS!!!!!
*** NATAN BRITH***

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Jô Soares entrevista Zecarlos Gomes 27/10/2010 (Parte 1 de 2)

Curso de Drag Queen


Olá!!!
Estou vindo divulgar a todos meus seguidores e curiosos, sobre o curso de Drag Queen que está sendo organizado por um amigo meu muitíssimo talentoso Zécarlos Gomes!
O curso vem completíssimo com aulas de Expressão Vocal, Teatro, Dança, Maquiagem, Figurino, Passarela/Desfile e Cenografia. E com professores mega competentes e experientes em suas áreas.
O curso já até foi pauta de entrevista no programa do JÔ na TV Globo, exibido dia 27 de outubro de 2010, e é organizado pela Cia. Sala Projetos Artísticos em parceria com o TESCOM Escola de Teatro & Agência de Artistas e Técnicos.
Para mais informações e detalhes desse curso que promete ser baphonyko! Entre no site: Curso de Drag Queen

Natan Brith

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Prayers for Bobby (Orações para Bobby) Legendado

Orações para Bobby


Ontem de madrugada assisti esse filme com meu colega de quarto! Já fazia um tempo que ouvi falar na história de Bobby Griffith, logo quando o filme foi lançado, causando muita polêmica, tentei assistir, mas o download que fiz a qualidade do vídeo e do áudio estava péssimo a legenda toda bagunçada, enfim... acabou passando e não assisti.
Numa noite de tédio, o que vamos fazer? Vamos ver um filme? Mas qual?
Me veio esse na cabeça, me lembrei da história e quis finalmente assistir o filme, e consegui um download digno desse vez!
E tanto eu como meu amigo, ficamos muito emocionados com a história, que não só por ser baseada num fato real, é algo que ainda vemos acontecendo e de alguma forma, vivemos.
O filme fala de uma maneira muito próxima do real, a dificuldade de um homossexual de se entender, de se aceitar e mais do que isso de fazer com que as pessoas o entenda, o aceite.
A intolerância religiosa, em relação aos homossexuais, e mais do que isso, a intolerância da família. Por mais que Bobby fosse um bom filho, educado, amoroso com as pessoas, puro de alma uma pessoa sem maldade. Se tornava sujo, pecador diante da família e diante da igreja. Diziam que precisava se curar com tamanha convicção de que a homossexualidade fosse uma doença.
Muito me identifiquei com Bobby em alguns aspectos. Nasci e fui criado dentro da igreja cristã. Sei como é sentir desejos, e você se condenar por senti-los, sei o que é você olhar pro seu irmão mais velho e ver que você não é como ele, que você é diferente. E muitas vezes ser diferente é assustador! Você muitas vezes se sente uma aberração, se sente anormal!
E pra quem dizer tudo isso? Tive a mesma atitude de Bobby e escrevia tudo o que sentia em um diário. Isso me fez muito bem era uma terapia, pois nunca tive com quem me abrir, e mais do que isso nunca tive coragem de me abrir, porque sabia que todos iriam me julgar.
E quando descobriram fui julgado. Também tentaram me curar. Do que? Também não sei! Pois nunca tive doença nenhuma. Ao invés de me curar, de nos curar deviam se curar da intolerância do preconceito! Isso sim é um mal que precisa ser curado. Isso sim devia ser exterminado da sociedade.
Infelizmente o final de Bobby como de muitos outros Bobbies por aí, não foi um final feliz. Com as constantes agressões verbais e psicológicas da mãe, que até espalhava pela casa bilhetinhos com versículos bíblicos condenando a homossexualidade. Quando tinha 15 anos de idade meu pai me expulsou de casa porque para ele era uma vergonha ter um filho homossexual e fui para Goiás morar com minha mãe minha vó (que hoje temos uma ótima convivência) colocou sem eu saber uma carta para mim na minha bolsa que dizia assim: (...) "Não guarde magoa nem rancor em seu coração, contra seu pai porque ele te ama. É só que ele não aceita você se homossexual; para ele isso é uma vergonha." Pensa eu com 15 anos lendo isso? E mais ouvindo isso da boca do meu pai!
E não acabou por aí: " Você nasceu homem, Deus te formou no ventre de tua mãe um homem; e agora você se apresenta como sodomita, isso é: querendo mudar de sexo." Não sei porque todo mundo pensa que ser homossexual significa que você deixa de ser homem? Sou muito homem obrigado! E jamais gostaria de mudar de sexo. Mas ser chamado de sodomita foi algo que me feriu muito na época! Não foi nada fácil.
"Natan pense bem e reconheça que isso é arte de demônios. Você conhece a palavra de Deus e sabe muito bem que você agindo assim, nunca vai entrar no reino de Deus. Preste atenção o que diz em 'Levítico= 18:22 Com homem não te deitarás como se fosse mulher, é abominação.' Também em ' Levítico 20:13 diz: Se também um homem dormir com outro homem, como se fosse mulher; ambos pecaram. Certamente serão mortos e seu sangue será sobre eles.'" Bendito Levítico! Que possuí tantos versículos incabíveis para nossa sociedade e que a Igreja muitas vezes ignora, passa por cima, não dá importância, não leva tudo ao pé da letra, mas esses dois aí, vivem jogando em nossa cara. Como justificativa de seu preconceito!
Não é nada fácil encarar isso na vida real! O filme nos mostra de uma maneira bem próxima o que vivemos. Minha vó nunca abriu a boca para me julgar, mas suas palavras nessa carta me feriram mais que surra! Não sei porque mais guardo tudo o que me dão. Mania mesmo. Se me derem uma figurinha de balinha eu guardo! E não sei porque, não rasguei, não amassei, a carta está até dentro do envelope intacta! Pois ela guarda um período da minha vida que foi ruim, mas passou!
E é isso que eu queria falar para os Bobbies, passa... Dói muitas vezes não ser apoiado não ser compreendido, ser julgado por algo que simplesmente é natural, É NORMAL! O suicídio não é a saída pra tudo isso.
Hoje minha família me RESPEITA. Tanto que na ceia desse Natal, meu irmão mais velho fez um comentário infeliz e não teve a mínima audiência. Comentou que achava absurdo agora na Malhação ter casal de gay, homem beijando homem, mulher beijando mulher! Ficou um clima muito constrangedor! Não pra mim mais pra ele porque ignoraram o comentário. Nem precisei dizer nada. acho engraçado meu irmão ele sabe de mim mas ignora! Me trata como hétero! Até gosto! Porque assim não me trata com diferença nem com preconceito.
Se os pais tratassem seus filhos como héteros, como se não houvesse nenhuma diferença sua sexualidade, não haveriam tantos Bobbies se lançando de viadutos!

Natan Brith

sábado, 27 de novembro de 2010

Onde está o amor?


Nesses últimos tempos andei muito sumido do blog, porque não tenho tido tempo pra nada mesmo, ainda mais agora que estou sem pc fixo, fica meio complicado de postar. E as vezes por mais que queira não tenho tido tempo para escrever. Tenho trabalho muito e me voltado para outros projetos. Porém tive vontade de vim aqui, primeiramente por que estou sendo cobrado pelas pessoas no msn. E por não aguentar mais ligar a TV ou entrar no Twitter e só ver notícia de violência de ataques homofóbicos e até perfis com o nome de @HomofobiaSim. E a violência não tem sido apenas contra gays. Estou muito triste em ver a que ponto tem chegado a violência na cidade do Rio de Janeiro. E não é só no Rio não, é só abrir uma página na internet que aparecem notícias de violência pelo Brasil todo, pelo mundo inteiro.

É nesse momento que eu paro e me questiono sobre ainda ter fé no ser humano. É nesse momento que me pergunto se ainda haverá salvação para a humanidade. Se ainda há amor no mundo! Tem uma música do Black Eye Peas que pergunta:Onde está o amor? E é essa pergunta que tenho me feito todos os dias quando vejo essa onda de violência.

Mas podem me chamar de visionário, de louco, do que for. Mas mesmo triste, decepcionado com a raça humana. Eu ainda acredito que isso tudo possa mudar. Acredito que nosso mundo será um mundo onde haverá RESPEITO pela natureza, RESPEITO pelo próximo, RESPEITO por toda forma de vida, RESPEITO por toda a forma de amor.

Porque se não tivermos fé de que podemos sim mudar o mundo. Tudo continuará como está. O papa achando homossexuais aberrações e mais centenas, milhares de pessoas seguindo o que ele pensa. Continuaremos a viver em um mundo onde só se pensa em consumir, extrair da natureza, e não se pensa o que fazer com tanto lixo. Continuaremos a viver em um mundo onde um grupo de jovens por ser homossexuais são agredidos a luz do dia no meio da maior avenida do país. Continuaremos a viver em um mundo onde países pobres recebem lixo de países ricos, e famílias se alimentam do que encontram no lixo. Continuaremos a viver num mundo assim... sem RESPEITO?

Sei que pode parecer um post meio revoltado. Mas estou mesmo triste com tudo isso que tenho visto, felizmente, ou infelizmente, minha rotina não tem me deixado ver muito TV, mas o que vejo só são notícias de ódio, de violência. Espero um dia ligar a TV e ver a notícia que PLC122 foi aprovado no senado e que homofóbicos, terão o tipo de castigo que merecem. E que as futuras gerações não precisaram ser reprimidas e nem sofrerem bullying por ser o que são.

Espero que um dia nós homossexuais não precisaremos mais gritar tanto por RESPEITO, por direitos iguais. Pois a sociedade irá nos proporcionar isso tudo.
É relendo tudo o que escrevi realmente parece algo impossível. Mas seguirei sendo um visionário, um louco, pois acredito que um dia vou viver num mundo onde a principal lei será a lei do Amor.
Natan Brith

domingo, 11 de abril de 2010

Adoção por casais homoafetivos ou homossexuais


NOTA PÚBLICA

PROJETOS DE LEI NA CÂMARA DOS DEPUTADOS QUE VISAM À PROIBIÇÃO DE ADOÇÃO POR CASAIS HOMOAFETIVOS OU POR HOMOSSEXUAIS

A ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – cumprindo seu relevante papel social de defender a Dignidade e a Cidadania de pessoas LGBTs, representadas nas 237 associações civis, componentes da estrutura de representação desta Entidade Nacional, vem a público manifestar o seu REPÚDIO à proposta legislativa de numero 7018/2010 de autoria do deputado federal Zequinha Marinho.

O I. Deputado referido lança no Projeto de Lei, citado acima, a indigna e afrontosa ideia de obstaculizar, através de instrumento legal, adoção de crianças postulada por pessoas em convivência homoafetiva estável.

Justifica esta sua iniciativa legislativa em decorrência de várias decisões judiciais, que tutelando interesses de crianças, vêm deferindo a adoção postulada em processos por parceiros(as) homoafetivos(as).

Elenca o Deputado autor a possível correspondência legislativa de sua ação parlamentar com legislação próxima na Ucrânia.

Ignorando o disposto sobre o tema adoção em países que possuem legislações e/ou instrumentos legais, no sentido diametralmente inverso, ou seja, permitindo a adoção por parceiros(as) homoafetivos(as).

Esta iniciativa parlamentar violenta não apenas o Direito de pessoas LGBTs, atingindo também a possibilidade de crianças, em situação de abandono, terem um Lar para chamar de seu, podendo dispor de pessoas que as venham assistir e cuidar.

A afronta à dignidade e cidadania de pessoas LGBTs e, das crianças abandonadas à sua própria sorte, é enorme e desproporcional.

O preconceito demonstrado na “justificação” do referido Projeto, comprova que a discriminação gerada pela homofobia pode não só violentar fisicamente as pessoas; como pode impedir uma construção positiva de nossa Sociedade.

Esta atitude, que é um ataque frontal a decisões do Poder Judiciário, tencionando exterminar tutelas seletivamente concedidas, afeta a construção da Cidadania de outras pessoas; obstaculizando a criação de lares para crianças abandonadas em nosso País.

A grave situação de abandono de crianças sem lares para viver em nosso País, não pode ser legalmente agravada, pelo preconceito e discriminação de pessoas que imbuídas de sentimentos homofóbicos, posicionam-se no sentido contrário aos interesses de pequenos futuros Cidadãos de nosso País.

A proposta atenta contra a Dignidade Humana e contra a Cidadania das populações a serem atingidas pelo seu conteúdo, baseado no mais puro e obtuso preconceito.

Estendemos nosso repudio também ao PL 4508/2008 (Dep. Olavo Calheiros), por ter o mesmo conteúdo, preconceituoso e discriminador, ao tratar do tema adoção.




Neste sentido pedimos aos que defendem a Dignidade Humana e a construção de uma Sociedade Justa, Fraterna e Plural, que rejeitem as referidas Propostas Legislativas, pois lastreadas no preconceito, que a tudo aniquila, geram discriminação afrontosa.




12 de abril de 2010



ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

quarta-feira, 31 de março de 2010

Educação sem Homofobia!!!


Olá...


Preciso desabafar sobre algo que vem me acontecendo, e juro que estou a ponto de tomar uma medida drástica sobre o assunto.


Bem quem acompanha todos as postagens sabe que sou professor de teatro e dança, e lidar com crianças não é algo fácil, ainda mais se essa criança se torna um "pré-adolescente" em uma fase de suas descobertas e uma delas são sobre sua sexualidade.


Eu como educador, procuro sempre respeitar a diversidade de alunos, mesmo tendo aquele aluno que dá mais trabalho, ou que não gosta de fazer minha aula, procuro respeitar todos da mesma maneira.


Porém há "educadores" que não pensam da mesma forma, ou que não agem da mesma forma. Tem um aluno no núcleo onde trabalho que é nitidamente homossexual, ele é um aluno muito talentoso, se destaca em todas as atividades, infelizmente, não dou aula para a turma dele, porque esse ano só fiquei com os pequenos, porém por causa de seu despertar para sua sexualidade, ele tem sido assunto em todas as maçantes reuniões de fim de período. E sendo alvo de piadinhas de alguns educadores, o que tem me deixado "P" da vida!!!


Acontece que por se sentir diferente, e acredito que até alvo de chacota pelos colegas, ele tem tido comportamentos típicos de quem passa por conflitos internos e de não aceitação. Muitos homossexuais sabem do que estão falando e assim como eu irão se identificar com esse aluno. Pois ele tem tentado agarrar as meninas, não sei se para provar para ele ou para os colegas que ele é "homem", e esse comportamento é comum em crianças que começam despertar para sua sexualidade e notam que não são iguais aos colegas, que os colegas gostam das meninas e ele não, mas o ser humano tem a necessidade de ser semelhante e buscando a semelhança acabam tomando essas atitudes erradas.

Ele se encontra em uma fase difícil, pois está passando pelo momento de conflitos internos, pois começa a ter consciência de seus sentimentos, porque antes para ele era algo natural e normal, porém agora ele passa ter consciência que é diferente. O que não é errado!!! Ninguém é igual ao outro. Só que ele passa a conflitar suas diferenças.

Claro que posso chegar a essa conclusão por ser homossexual e por saber como é o comportamento de um homossexual nessa fase de sua vida, porém os outros educadores do núcleo não tem essa visão, pois não são homossexuais e nunca passaram por conflitos semelhantes com o do garoto. Porém o que deve ser feito???

A prefeitura faz tantas capacitações pedagógicas, tratando de assuntos "furados" pois a teoria é mil maravilhas, porém a prática é outra coisa. Então é muito bonito ir nas capacitações e ouvir aquilo tudo, mas dentro de sala de aula professor diante de aluno a coisa é diferente.

Deverião capacitar os professores, para lhe dar com a diversidade, e não digo só sexual não, digo a diversidade de uma maneira geral, pois temos alunos de clases sociais diferentes, de bairros diferentes, de etnias diferentes e educados de forma diferentes. Então acredito que o maior desafio dos educadores é saber lidar com isso de maneira positiva.

Lembro uma vez que estava tendo problema em uma turma minha em que os colegas estavam colocando apelido em um colega que por possuir um problema de vista, um dos olhos não abre completamente (não sei o nome exato do problema dele) mas por isso os colegas começaram a chamá-lo de pirata. O aluno ficou extremamente ofendido e se queixou para a mãe que foi conversar com a coordenadora do núcleo e o aluno afirmou que um dos professores também o chamava dessa maneira.

Quando a coordenadora me comunicou na reunião me pediu para conversar com eles sobre isso. Sentei todos em roda e pedi para olhar o colega do lado, e perguntei ele é igual a você? Todos disseram que não. E disse que cada um tem sua maneira de ser que ninguém é igual a ninguém, um tem o cabelo liso, outro tem o cabelo enroladinho, um tem o olhinho mais puxado, o outro não, um tem um tom de pele diferente do outro, e eles observaram as diferenças, e eu disse estão vendo as diferenças? Pois vocês tem respeitar essas diferenças, porque seria muito chato se todo mundo fosse igual. E a turma melhorou em relação a por apelidos nem um pouco carinhosos, pois expliquei que cada um tem um nome não é atôa que para ser usado, que isso é uma forma de você Respeitar seu colega.

Porém como foi dito pela própria criança, o próprio professor a tinha chamado dessa maneira, e claro que as coordenadoras chamaram a atenção dos educadores para isso. Porém toda reunião é a mesma coisa escuto "educadores" chamando alunos de cabeçudo, olhudo, Zacarias, perereca... é apelido de todo tipo, mas devo admitir que quando se referiram ao aluno como "biba", fiquei enfurecido!

E ainda tive que escutar um dos coordenadores, dizendo que o aluno que me referi no início da postagem havia melhorado (como se ele estivesse doente), e que ele seria o primeiro caso de ex-gay do núcleo!!! Olha o absurdo!!!

Caros leitores, as pessoas não sabem o perigo que é falar uma coisa dessas diante de um ativista gay. Ele não teve nem a noção de respeitar a minha presença para ficar soltando as gracinhas dele. Mas tive uma paciência de fonte divina e para não me desgastar, preferi não me manifestar, porque sabia que se falasse alguma coisa iria me alterar e iria falar de uma maneira com ele que poderia não ser legal, pois iria desrespeitá-lo, e não quis fazer da mesma maneira que ele fez comigo, pois como homossexual me senti desrespeitado, e com esse aluno.

O governo tem que tomar uma atitude em relação a isso, pois muitos alunos passam mais tempo dentro da escola do que em casa, e sofrer preconceito dentro da escola não só dos colegas mas também dos educadores é um absurdo!!! Pois a criança já sofrerá conflitos com ela mesma, em busca de sua própria identidade.

A UFMG - Universidade Federal de Minhas Gerais teve uma iniciativa muito bacana e criou um projeto chamado Educação sem Homofobia, que capacita educadores para lhe dar melhor com a homossexualidade dentro da sala de aula, e conta com o apoio psicólogos e pedagogos, é um projeto muito interessante, no site há disponível, vídeos, fotos sobre o projeto, livros e artigos sobre o tema. Infelizmente as aulas só acontecem em Minas Gerais, mas leitores que moram em Minas nas cidades de Belo Horizonte, Betim, Contagem, Juiz de Fora, Ribeirão das Neves e Santa Luiza, podem se inscrever.

Quem não mora em Minas pode acompanhar o projeto pelo site e ler os artigos que estão no site que são muito interessantes.

Espero que outras instituições tomem essa mesma iniciativa!!! Parabéns UFMG pelo projeto, espero que inspire muitos outros projetos sobre o assunto.

É isso aí, fico muito feliz quando me deparo com instituições, pessoas, projetos, que lutam por algo em comum... RESPEITO!


***Natan Brith***