
É com lágrimas nos olhos e com muita revolta que escrevo essa nova postagem!
Essa foto com certez chocará muitos ou despertará a revolta e o ultraje que eu sinto ao ver onde nosso país, onde o nosso mundo está chegando! Essa PESSOA que aparece nessa foto é um homossexual vítima da intolerância, vítima da homofobia (com todas as letras em minusculo). É um professor universitário de 39 anos que foi brutalmente espancado por um grupo de 10 pessoas (entre eles 2 mulheres) ao sair de um bar GAY, na zona nobre de São Paulo. Ele é só mais um entre tantos que sofrem nesse país com grupos homofóbicos.
É uma vergonha!!! Digo isso não só como homossexual, digo isso com0 BRASILEIRO!!! É uma vergonha nosso país que possui a maior Parada GLBTT do mundo, ser o líder mundial de mortes de homossexuais por homofóbicos. Os números são de causar nojo!!! Nojo de viver num país assim!!! Enquanto no Brasil morrem em média 100 homossexuais por ano em outros países morrem em média 30. Sim é realmente preocupante!!!
Mas não devemos abaixar a cabeça e deixar com que esses seres irracionais que pessam que são gente, apaguem nosso brilho! Não podemos deixar com que eles nos impeçam de gritar nosso hino aos 4 ventos.
homofobia TEM QUE SER CRIME!!!!
E o que também me preocupa é o fato de que 70% são afro- descendentes, ou seja , além de matarem por serem homossexuais matam por serem negros!!!!!
Isso é um absurdo!!!!!!!!!!!!!!!!!
Deixo postado abaixo um artigo que encontrei no site de direitos humanos que me chcou muito pelos dados das vítimas e dos agressores. espero que todos leiam e que façam sua parte votando no site: http://www.naohomofobia.com.br contra a homofobia e para que ela passe a ser condiderado pela Legislação brasileira como 'hates crime' (crimes de ódio). Votem, gritem, façam parte dessa corrente contra a homofobia.
Preconceito que mata
O Grupo Gay da Bahia divulgou o relatório “Assassinatos de Homossexuais no Brasil”, com um levantamento dos crimes praticados contra gays, travestis e lésbicas nos últimos 25 anos. Menos de 10% dos assassinos são punidos.
Entre 1980-2005, foram assassinados no Brasil 2.511 homossexuais, em sua maior parte, vítimas de crimes homofóbicos, onde o ódio da homossexualidade se manifesta através de requintes de crueldade como são praticados tais homicídios: dezenas de tiros ou facadas, uso de múltiplas armas, tortura prévia, declaração do assassino “matei porque odeio gay!”. Crimes cometidos por “pura maldade”, como qualificou a Delegada de Maracanaú, no interior do Ceará, ao encontrar o corpo completamente desfigurado do cabeleireiro Emanuely, 49 anos, morto a pontapés por dois rapazes machistas, um deles, filho de um militar.
Dentre as vítimas, 72% gays, 25% travestis, 3% lésbicas. Para uma população estimada em 20 mil indivíduos, as transgêneros (travestis e transexuais) são proporcionalmente mais agredidas que as lésbicas e gays, que somam mais de 18 milhões de brasileiros, 10% da população.
No Brasil registra-se, portanto, um crime de ódio anti-homossexual a cada 3 dias. Dois por semana. Oito por mês. Uma média de 100 homicídios anuais. A partir de 2000 essa média vem aumentando: 125 crimes por ano, sendo que em 2004 atingiu o recorde: 158 homicídios.
Se comparado com outros países do mundo, numa lista de 25 nações sobre as quais há informações disponíveis, incluindo Irã, Arábia, Somália, Argentina, Peru e Colômbia, além dos principais países europeus, o Brasil ocupa o vergonhoso primeiro lugar, com mais de cem crimes homofóbicos por ano, seguido do México com 35 mortes anuais e dos Estados Unidos, com 25 – sendo que este país, além de ter 100 milhões de habitantes a mais, dispõe de coleta rigorosa de estatísticas sobre “hate crimes” – crimes de ódio, enquanto no Brasil tais dados dependem do limitado levantamento em jornais e Internet.
Este beneditino e tétrico trabalho de formiguinha vem sendo realizado desde 1980 pelo Grupo Gay da Bahia, a mais antiga ONG homossexual do Brasil e da América Latina. A continuidade desta coleta, com dados reconhecidamente subnotificados, contudo, está gravemente ameaçada. Segundo o antropólogo Luiz Mott, fundador do GGB e responsável por esta pesquisa, “estes números são apenas a ponta de um pavoroso iceberg de ódio e sangue. Não estamos sendo vitimistas nem exagerando ao indicar que certamente todo dia ao menos um homossexual é assassinado no Brasil, embora tais informações nem sempre cheguem até os militantes. Prova disto é que em 2004 foram registrados 158 crimes e em 2005 este número baixou incrivelmente para 81 – infelizmente não porque estamos conseguindo erradicar o ódio homofóbico ou porque os gays estão se cuidando mais. Tal redução pela metade se deveu à suspensão do “clipping” semanal sobre homicídios, devido à falta de financiamento para a manutenção desta pesquisa.”
Para Marcelo Cerqueira, atual Presidente do GGB, “o Governo, particularmente o Ministério da Justiça e a Secretaria Nacional de Direitos Humanos devem criar com urgência um departamento específico para a coleta rigorosa de informação sobre crimes de ódio - sobretudo contra minorias sexuais e raciais - pois somente conhecendo em profundidade tais crimes, o perfil das vítimas e de seus algozes, é que conseguiremos conter este genocídio. Que país é este que aplaude as travestis no carnaval e no dia seguinte mata um homossexual na esquina!”
A maioria das vítimas foram assassinadas a tiros, seguida de facadas, incluindo pedradas, asfixiamento, pauladas, enforcamento. É sobretudo nos fins de semana, altas horas da noite, quando mais homossexuais são assassinados: travestis, na rua, a tiros; gays, dentro de seus apartamentos, a facadas. As idades das vítimas variam de 12 a 82 anos; a dos assassinos, de 14 a 50. Os homossexuais pertencem a todos estratos sócio-econômicos, de empresários a mendigos, incluindo muitos cabeleireiros, profissionais do sexo, professores, padres e pais de santo, estudantes. Por volta de 70% das vítimas são afro-descendentes. Nem 10% dos assassinos são identificados, colaborando com a impunidade a omissão e mutismo de vizinhos e testemunhas, antipáticos aos gays.
A partir de 2000, São Paulo é o estado que registra o maior número de assassinatos de homossexuais: 21 por ano. Mais preocupante, porém, é Pernambuco, que com uma população cinco vezes menor, contabilizou no mesmo período 16 crimes homofóbicos anuais. Na Bahia, em Goiás e no Rio de Janeiro ocorre em média um crime homofóbico por mês. Essas estatísticas, contudo, apresentam enorme oscilação: o Distrito Federal, que em 2001 registrou 11 homossexuais assassinados, em 2004 teve apenas um e nenhum em 2005. Não há informação sobre crimes homofóbicos em 7 estados, sobretudo no extremo norte, o que reforça o reconhecimento de que o número real destes homicídios deve ser o dobro do apresentado nesta pesquisa.
“Essa tragédia tem solução, conclui o responsável pelo estudo, o Prof. Luiz Mott: educação sexual científica em todos os níveis escolares, ensinado desde o pré-primário o respeito aos direitos humanos dos homossexuais; legislação que puna os crimes sexuais com o mesmo rigor que o racismo; maior rigor da Polícia e da Justiça na investigação e punição dos criminosos, e finalmente, maior consciência da população GLBT - cada vez mais numerosa nas 70 paradas gays que se realizam de norte a sul do país - mas que ainda não se conscientizou que “gay vivo não dorme com o inimigo!”
* Os dados do relatório estão disponíveis logo abaixo nesta página. O original encontra-se em www.ggb.org.br.
Entre 1980-2005, foram assassinados no Brasil 2.511 homossexuais, em sua maior parte, vítimas de crimes homofóbicos, onde o ódio da homossexualidade se manifesta através de requintes de crueldade como são praticados tais homicídios: dezenas de tiros ou facadas, uso de múltiplas armas, tortura prévia, declaração do assassino “matei porque odeio gay!”. Crimes cometidos por “pura maldade”, como qualificou a Delegada de Maracanaú, no interior do Ceará, ao encontrar o corpo completamente desfigurado do cabeleireiro Emanuely, 49 anos, morto a pontapés por dois rapazes machistas, um deles, filho de um militar.
Dentre as vítimas, 72% gays, 25% travestis, 3% lésbicas. Para uma população estimada em 20 mil indivíduos, as transgêneros (travestis e transexuais) são proporcionalmente mais agredidas que as lésbicas e gays, que somam mais de 18 milhões de brasileiros, 10% da população.
No Brasil registra-se, portanto, um crime de ódio anti-homossexual a cada 3 dias. Dois por semana. Oito por mês. Uma média de 100 homicídios anuais. A partir de 2000 essa média vem aumentando: 125 crimes por ano, sendo que em 2004 atingiu o recorde: 158 homicídios.
Se comparado com outros países do mundo, numa lista de 25 nações sobre as quais há informações disponíveis, incluindo Irã, Arábia, Somália, Argentina, Peru e Colômbia, além dos principais países europeus, o Brasil ocupa o vergonhoso primeiro lugar, com mais de cem crimes homofóbicos por ano, seguido do México com 35 mortes anuais e dos Estados Unidos, com 25 – sendo que este país, além de ter 100 milhões de habitantes a mais, dispõe de coleta rigorosa de estatísticas sobre “hate crimes” – crimes de ódio, enquanto no Brasil tais dados dependem do limitado levantamento em jornais e Internet.
Este beneditino e tétrico trabalho de formiguinha vem sendo realizado desde 1980 pelo Grupo Gay da Bahia, a mais antiga ONG homossexual do Brasil e da América Latina. A continuidade desta coleta, com dados reconhecidamente subnotificados, contudo, está gravemente ameaçada. Segundo o antropólogo Luiz Mott, fundador do GGB e responsável por esta pesquisa, “estes números são apenas a ponta de um pavoroso iceberg de ódio e sangue. Não estamos sendo vitimistas nem exagerando ao indicar que certamente todo dia ao menos um homossexual é assassinado no Brasil, embora tais informações nem sempre cheguem até os militantes. Prova disto é que em 2004 foram registrados 158 crimes e em 2005 este número baixou incrivelmente para 81 – infelizmente não porque estamos conseguindo erradicar o ódio homofóbico ou porque os gays estão se cuidando mais. Tal redução pela metade se deveu à suspensão do “clipping” semanal sobre homicídios, devido à falta de financiamento para a manutenção desta pesquisa.”
Para Marcelo Cerqueira, atual Presidente do GGB, “o Governo, particularmente o Ministério da Justiça e a Secretaria Nacional de Direitos Humanos devem criar com urgência um departamento específico para a coleta rigorosa de informação sobre crimes de ódio - sobretudo contra minorias sexuais e raciais - pois somente conhecendo em profundidade tais crimes, o perfil das vítimas e de seus algozes, é que conseguiremos conter este genocídio. Que país é este que aplaude as travestis no carnaval e no dia seguinte mata um homossexual na esquina!”
A maioria das vítimas foram assassinadas a tiros, seguida de facadas, incluindo pedradas, asfixiamento, pauladas, enforcamento. É sobretudo nos fins de semana, altas horas da noite, quando mais homossexuais são assassinados: travestis, na rua, a tiros; gays, dentro de seus apartamentos, a facadas. As idades das vítimas variam de 12 a 82 anos; a dos assassinos, de 14 a 50. Os homossexuais pertencem a todos estratos sócio-econômicos, de empresários a mendigos, incluindo muitos cabeleireiros, profissionais do sexo, professores, padres e pais de santo, estudantes. Por volta de 70% das vítimas são afro-descendentes. Nem 10% dos assassinos são identificados, colaborando com a impunidade a omissão e mutismo de vizinhos e testemunhas, antipáticos aos gays.
A partir de 2000, São Paulo é o estado que registra o maior número de assassinatos de homossexuais: 21 por ano. Mais preocupante, porém, é Pernambuco, que com uma população cinco vezes menor, contabilizou no mesmo período 16 crimes homofóbicos anuais. Na Bahia, em Goiás e no Rio de Janeiro ocorre em média um crime homofóbico por mês. Essas estatísticas, contudo, apresentam enorme oscilação: o Distrito Federal, que em 2001 registrou 11 homossexuais assassinados, em 2004 teve apenas um e nenhum em 2005. Não há informação sobre crimes homofóbicos em 7 estados, sobretudo no extremo norte, o que reforça o reconhecimento de que o número real destes homicídios deve ser o dobro do apresentado nesta pesquisa.
“Essa tragédia tem solução, conclui o responsável pelo estudo, o Prof. Luiz Mott: educação sexual científica em todos os níveis escolares, ensinado desde o pré-primário o respeito aos direitos humanos dos homossexuais; legislação que puna os crimes sexuais com o mesmo rigor que o racismo; maior rigor da Polícia e da Justiça na investigação e punição dos criminosos, e finalmente, maior consciência da população GLBT - cada vez mais numerosa nas 70 paradas gays que se realizam de norte a sul do país - mas que ainda não se conscientizou que “gay vivo não dorme com o inimigo!”
* Os dados do relatório estão disponíveis logo abaixo nesta página. O original encontra-se em www.ggb.org.br.
2 comentários:
Meo deos eu to chocado com esse dados de homicidios e com essa foto de agressão, quando o ser humano vai perceber que desse jeito nada se consegue, meu deus do céu, não quero acreditar q exista tanta maldade no mundo mas diante de uma foto dessa e dados como esses não para negar, é um absurdo, precisamos de lei, proteções e regras e ainda que as tenhamos a troco do que??? O que é preciso além de leis que nos protejam e tudo o mais é de conscientização. Meu deus aonde vamos parar.
aiii que doorrrr.. tadinho..
absurdo.(nao tenho outras palavras)
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